Unindo diversas experiências clínico-pedagógicas de seus diretores, o Centro de Estudos Psicanalíticos (CEP) surgiu em 1980. Gradativamente foi estruturando uma identidade e articulando uma proposta própria dentro da crescente complexidade do campo psicanalítico paulista.
Em 2012, completa 32 anos trabalhando na investigação clínica, na transmissão e na divulgação da Psicanálise. Em 1997, a instituição se tornou oficialmente uma Organização Não-Governamental (ONG), com o objetivo de criar uma estrutura que viabilize o desenvolvimento de projetos, adequando os nossos instrumentos teóricos e técnicos às necessidades da comunidade.
Três eixos norteiam a proposta do CEP:
1. Uma formação pluralista, que inclua todos os discursos desenvolvidos no campo conceitual freudiano. Reconhecemos que essa troca entre os discursos é um fenômeno profundamente enriquecedor no desenvolvimento de um referencial clínico-teórico singular e próprio a cada sujeito-analista. Assim, nossa ética deixa de estar submetida ao poder de um dogma único, seja teórico, seja institucional.
2. A consideração da Psicanálise como ciência independente, com seu próprio objeto de estudos, não subordinada a nenhum outro campo científico e, consequentemente, não sendo propriedade de nenhuma ciência-profissão-corporação, mas território específico, requerendo uma formação própria.
3. A compreensão da formação como a integração do instrumental conceitual-experiencial, que capacite operar a escuta; não como atividade restrita a um ofício (consultório), mas levando em conta que seu objeto de estudo está presente em toda situação humana, tornando a Psicanálise um instrumental potencializador nas diversas práticas sociais.
ANO 2012
Caro colega,
Você está recebendo a programação completa para o ano de 2012; resultado de quase um ano de esforço coletivo de diversos interlocutores, equipes de trabalho, colaboradores e amigos aos quais sou grato.
O produto final reflete a evolução e amadurecimento do Centro de Estudos Psicanalíticos, tanto pela escolha dos temas aqui apresentados quanto pela qualidade dos profissionais que aceitam colocar suas elaborações em discussão através dos diversos dispositivos oferecidos pela Instituição.
A organização que apresentamos tem a firme intenção de se opor as repetições: mantras, salmos e rezas. Apostamos na vivacidade vigente a partir do texto Freudiano propondo temas e participações que provoquem e estimulem em nós inquietações e não acomodações harmônicas e homogêneas na intenção de possibilitar o espaço da criatividade, da inovação e da invenção.
Apostamos na atualidade da transmissão. Centramos esforços na reflexão sobre o estado de coisas no presente e a instrumentação, em função dos progressos alcançados, para a realização das potencialidades presentes e futuras da intervenção psicanalítica.
Espero que aproveite...
Ernesto Duvidovich