Curso Breve

Quando, como e por que se decide uma estrutura clínca

Docente
Alfredo Jerusalinsky
Data: 19/09/2003

Sobre a Atividade

programa

O constitucional, as experiências infantis, a situação atual são formulações freudianas que podemos considerar antecedentes respectivos do real, o simbólico e o imaginário. É o modo de interseção destes registros (que Freud denomina séries) que define o estatuto patológico do sujeito. Ao fazermos essa leitura retrospectiva, as séries freudianas causam sobre os três registros uma disjunção temporal que só se torna sincrônica (complementar no dizer de Freud) no nível do Inconsciente. Coloca-se, então, para o clínico, o que, quanto e quando pode se definir de uma estrutura clínica em cada momento do processo de constituição do sujeito.
Se do ponto de vista da lógica da linguagem – e, portanto, da lógica do sujeito do inconsciente – nos vemos tomados no paradoxo temporal de uma simultânea diacronia e sincronia. Ao mesmo tempo nos vemos urgidos, no campo clínico, a responder em que medida, por exemplo, uma psicose ou uma neurose estão antecipadas na infância; em que medida e quando elas se decidem e, até que ponto elas são ou não definitivas. No viés oposto: até que ponto certas condições de inscrição do sujeito precisam da incidência de um significante atual para vir a se constituir uma estrutura patológica, ou será que ela já pré-existe à manifestação clínica?
A conjugação clínica entre o impossível, o inevitável e o reversível depende da resposta que seja possível encontrar para estas questões.

sábado | dia 20 de setembro

horário | 09h30 às 12h30 e das 14h às 17h

preço
Até o dia 12/09/03: R$ 130,00
Após o dia 12/09/03: R$ 150,00